Luanda - Cento e cinco mil milhões de Kwanzas é o valor que o Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC) arrecadou para os cofres do Estado, ao longo dos 10 últimos anos, informou, nesta segunda-feira, em Luanda, o director geral da instituição, Anselmo Monteiro.

Em declarações à imprensa, à margem do 10º aniversário da sua criação, que hoje se assinala, o responsável esclareceu que este valor justifica o investimento que o Governo fez, mormente, para aproximar cada vez mais o cidadão das instiuições públicas.

Referiu que o SIAC também arrecadou 690 mil milhões de Kwanzas de contribuição para a segurança social, valores que fortalecem a economia nacional.

Relativamente ao atendimento público, Anselmo Monteiro deu a conhecer que foram atendidas, no período em referência, nos mais diversos serviços que conformam a instituição, mais de 17 milhões de atendimentos.

A fonte acrescentou que todos estes dados, realça que o SIAC tem evoluído no sentido de associar a sua dimensão e funcionamento à forma como a missão da administração pública é definida , nomeadamente, o modo como os cidadãos se ligam ao Estado e os custos associados a estas diferentes opções.

Para assinalar a data, a instituição recebeu a visita do ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Pitra Neto, que tutela aqueles serviços.

Criado em 2007, como serviço público e dotado autonomia administrativa, financeira e patrimonial, o SIAC tem como objectivo a concertação num único espaço, através do atendimento com base na simplificação de procedimentos.

Fonte: Angop

Melhorar o atendimento ao cidadão e às empresas é uma preocupação constante do Executivo que tem sido visível através do Programa de Reforma Administrativa (PREA) e num conjunto de acções que dão sinais de progressos, garantindo um serviço de qualidade e eficiente.

Um dos elementos-chave do processo da reforma administrativa começa por uma maior atenção às necessidades do cidadão e à sua integração na sociedade com os consequentes direitos e deveres, bem como por identificar áreas e serviços essenciais para o público (cidadãos e empresas) nas quais seja possível simplificar e facilitar o processo burocrático, tornando-o moderno e eficaz.
Todos estes elementos podem ser encontrados no Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC), que ao longo de dez anos de existência registou 16,7 milhões de atendimentos. Essa relação tem evoluído no sentido de associar a sua dimensão e funcionamento à forma como a missão da Administração Pública é definida, nomeadamente o modo como os cidadãos se ligam ao Estado e os custos associados às diferentes opções.
Nesse contexto, de forma gradual, têm-se vindo a evidenciar inovações administrativas e tecnológicas que resultam na melhoria da qualidade da prestação de serviços oferecidos aos cidadãos, que são cada vez mais exigentes e conscientes dos seus direitos.
O SIAC pretende evoluir para uma relação em que o cidadão é simultaneamente utente e cliente, através do desenvolvimento de uma Administração Pública próxima, flexível, simples e eficiente ao nível dos métodos e processos. Isso significa promover a relação Cidadão–Estado, capacitando os cidadãos para uma maior cidadania.
O Programa de Simplificação e Modernização Administrativa visa consolidar, aperfeiçoar e generalizar as medidas no seio dos distintos serviços públicos centrais e locais, para que o doente, aluno, estudante, nubente, trabalhador, contribuinte, candidato ao emprego, pensionista, segurado, investidor nacional ou estrangeiro, requerente do financiamento ou de apoio ao empreendedorismo, qualquer utente, cliente ou consumidor encontre no respectivo serviço a competência, civilidade, prontidão e rigor no tratamento das questões apresentadas, com a observância estrita da lei, do interesse público e dos direitos e expectativas legítimas dos interessados.
No SIAC, as directivas do Governo sobre a orientação para o melhoramento da Administração Pública são visíveis.
Criado em 2007, como serviço público tutelado pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) e dotado de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, o SIAC é um serviço que tem como objectivo a concentração num único espaço físico a prestação de diversos serviços, através do atendimento com base na simplificação de procedimentos.
O Programa de Reforma Administrativa (PREA) do Estado Angolano reconheceu as preocupações pela forma como a Administração Pública se relaciona com a sociedade.
Essa relação têm evoluído no sentido de associar a sua dimensão e funcionamento à forma como a missão da Administração Pública é definida, nomeadamente, o modo como os cidadãos se ligam ao Estado e os custos são associados às diferentes opções.
O Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão tem por missão desburocratizar e simplificar a prestação de serviços, disponibilizar condições físicas e ambientais adequadas aos cidadãos e uniformizar os padrões de atendimento, quer no sector público administrativo quer no privado.
Tem ainda como visão ser uma instituição pública com alto padrão de atendimento e qualidade na prestação de serviços públicos e privados e aos agentes económicos e sociais, através de inovação dos serviços e dos procedimentos de atendimento.
A actuação do SIAC engloba os seguintes valores: foco na relação com o utente e cliente, procurando a sua satisfação plena, criar e manter uma relação de proximidade com o cidadão, praticando e promovendo a legalidade, probidade, lealdade, isenção, transparência, imparcialidade, responsabilidade e cortesia; e foco na competência profissional, promovendo a inovação e a modernização dos serviços e das tecnologias de informação.
A responsabilidade social do SIAC tem permitido conduzir iniciativas focadas na participação dos funcionários em acções de apoio a organizações que promovam o bem-estar no contexto da sociedade civil. Com a criação da rede SIAC, passou-se a disponibilizar aos cidadãos pontos únicos de acesso à informação e serviços.
A expansão da rede veio ao encontro da importância que é dada ao cidadão, no sentido de se lhe prestar um melhor serviço e uma maior cidadania.
Este foco especial de atenção do Estado procura simplificar as obrigações de natureza burocrática, assegurando ao mesmo tempo transparência na gestão pública.
Actualmente, o Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão conta com 12 unidades, sendo que no período 2012-2017 foram inauguradas cinco unidades em quatro províncias, o que representa 42 por cento do total das unidades instaladas.
A rede SIAC tem um total de 1.212 trabalhadores. O SIAC Talatona é a unidade que mais possui, com 313 colaboradores, seguida do SIAC Cazenga, com 108.
No início de 2007 a rede SIAC contava com 152 trabalhadores, tendo esse número aumentado para 1.212 em 2017, o que corresponde a um aumento de mais de oito vezes no período.
A distribuição quantitativa dos trabalhadores reflecte o número actual de funcionários do quadro do SIAC e contratados (141), bem como os das unidades desconcentradas do serviço público (339), os dos serviços empresariais públicos e privados (467) e das entidades prestadoras de serviço (274) integradas na rede SIAC.
No que se refere à distribuição percentual, a unidade empresarial é a mais representativa, com 38 por cento.
De realçar a presença de bancos e outros serviços, em conformidade com o modelo de gestão do SIAC.
A maior parte dos trabalhadores do SIAC são jovens com idades entre os 25 e os 34 anos, representando 40,5 por cento do total. Se considerarmos o grupo dos 18 aos 34 anos, essa proporção sobe para os 65,9 por cento.
A maior parte dos trabalhadores é constituída por técnicos médios, representando 34,6 por cento. A relação entre técnicos superiores e técnicos médios é de, aproximadamente, um técnico superior para dois técnicos médios, sendo que as mulheres representam 57% do total dos funcionários do SIAC.

Carreiras de sucesso

Eduardo da Silva Pedro, de 35 anos, trabalha no SIAC há dez anos e, para ele, este emprego foi o melhor que lhe podia acontecer. Actualmente, Eduardo Pedro é chefe do Departamento Financeiro, mas já passou por quase todas as áreas.
Eduardo Pedro revelou-nos que gosta da metodologia e do ambiente de trabalho. Passou por um processo de formação que facilitou a sua adaptação. Hoje, Eduardo procura fazer de tudo para melhorar cada vez mais a satisfação do utente.
Marta Perestrelo, 31 anos, também uma das funcionárias mais antigas do SIAC, disse à nossa reportagem que entrou quando tinha 21 anos. Durante o seu percurso profissional, Marta Perestrelo notou um conceito diferente de outras instituições públicas, que prima pelo rigor e a qualidade dos serviços.

Milhões de atendimentos

Nos últimos dez anos foram realizados mais de 3,6 milhões de atendimentos em todas as Unidades de Serviço Público (USP) dos SIAC.
Na evolução dos atendimentos ao longo do período, registou-se uma queda nos números em 2013, que foi recuperada a partir de 2014.
A unidade do Talatona foi a que mais atendeu, com 57% do total de atendimentos, seguida do SIAC Zango, com nove por cento do total. Seguem-se as unidades do Cazenga e do Huambo, ambas com um atendimento de sete por cento.
Na Unidade de Serviços Empresariais (UEMP), foram efectuados mais de 11,9 milhões de atendimentos. Nesta área, o SIAC de Talatona foi o que mais atendeu, com 36% do total de atendimentos, seguido de Benguela e Uíge, com nove por cento. Seguem-se os SIAC do Cazenga, Malange, Caxito e Zango, com oito por cento.
Cabinda, Saurimo, Cacuaco e Cunene foram os que menos atendimentos registaram, também por serem os SIAC mais novos.
A Unidade de Intermediação de Mão-de-Obra (UIMO) prestou pouco mais de um milhão de atendimentos durante os últimos dez anos. O número de atendimentos foi mais intenso entre 2008 e 2011, tendo a partir dessa data caído, reflexo da queda da economia registada nesse período.
O valor das taxas e emulomentos arrecadados pelaConta Única do Tesouro (CUT) atingiu durante os dez anos, através dos SIAC, o montante de mais 104 mil milhões de kwanzas, e para o sistema da segurança social, por intermédio do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) mais de 690 mil milhões de kwanzas.
Para análise da sustentabilidade, foi calculada a média de receitas por mês e ano para cada unidade SIAC. Desta feita, a média anual de receitas arrecadadas durante os cinco anos foi de cerca de 796,9 milhões de kwanzas. O Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão que mais arrecadou foi o de Talatona, com uma média de 77,6 milhões de kwanzas por ano, seguido do Zango (74,9 milhões) e do Huambo (74,5 milhões de kwanzas).
O que menos arrecadou em média foi o SIAC do Uíge, com 54,9 milhões de kwanzas de receita.
A maior fonte de receitas é oriunda da UEMP, com uma participação em torno dos 88 por cento do total das receitas. Na maioria dos SIAC, a UEMP arrecadou acima dos 90 por cento do total de recursos. Apenas no SIAC Talatona essa proporção foi de 63,7 por cento.
A estrutura do Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão integra três unidades básicas: Unidade dos Serviços Públicos (USP), Unidade dos Serviços Empresariais Públicos e Privados (UEMP), Unidade de Intermediação de Mão-de-Obra (UIMO).

Expansão da rede SIAC a todo o País

Hoje, através do desenvolvimento da Administração Pública, o SIAC evoluiu para uma relação em que o cidadão é simultaneamente utente e cliente. Actualmente tem uma Administração Pública mais próxima, flexível, simples e eficiente a nível de métodos e processos.
No âmbito da expansão da rede SIAC, a implementação das tecnologias de informação na fase de expansão da rede, foi desafiante, porquanto a ausência da fibra óptica em províncias como Cabinda, Lunda-Sul, Uíge, Huambo e Benguela, bem como as quebras de energia da rede pública, contribuiram para o aumento das despesas operacionais, com combustíveis e links de satélites.
nselmo Monteiro, O director do SIAC, Anselmo Monteiro, garantiu que o balanço destes dez anos é positivo, por ser uma referência no serviço de atendimento ao cidadão. O grande desafio é chegar a todas as províncias do País e aproximar mais os serviços públicos aos cidadãos.
Numa primeira fase, o projecto de expansão vai ser realizado nas províncias da Huíla, Cuanza-Sul, Cuanza-Norte, bem como no aumento da capacidade de atendimento em Benguela e Luanda, mais precisamente nas Centralidades do Lobito e do Kilamba, com a construção de uma unidade em cada zona.
A unidade de Talatona foi a primeira a ser inaugurada, em 2007, em 2010 em Caxito, em 2011 Malanje, Uíge, Zango, Benguela e Cazenga, em 2012 no Huambo, em 2013 Cabinda e Saurimo, em 2016 Cacuaco e em 2017 no Cunene.
A expansão da rede do Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão vem de encontro à importância que é dada ao home, no sentido de se lhe prestar um melhor serviço e uma maior cidadania.

Uma prestação eficente garantida

Em conformidade com a implementação do Sistema de Gestão de Qualidade, no SIAC a área de qualidade tem realizado inquéritos de satisfação aos cidadãos e utentes com o intuito de aferir o grau de satisfação dos mesmos.
O director do SIAC, Anselmo Monteiro, disse que estes inquéritos foram realizados nas três unidades de atendimento do SIAC, certificadas pela Norma ISO 9001 - 2008, onde foram inquiridos 1.316 cidadãos e utentes. Foram validados 280 inquéritos, com a seguinte distribuição por unidade de atendimento: 902 cidadãos/utentes (68 por cento) na Unidade dos Serviços Públicos, 27 cidadãos/utentes (dois por cento) na Unidade de Intermediação de Mão-de-Obra, e 487 cidadãos/utentes (30 por cento) na Unidade Empresarial Pública e Privada.
O facto não menos preocupante é o grau de insatisfação ligado ao acesso àao Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão. Visto que a avaliação feita pelos cidadãos está intrinsecamente ligada ao parque de estacionamento, não é expectável a resolução deste ponto devido à exiguidade de vagas disponíveis, sendo que não existem condições para a sua futura ampliação. Os critérios definidos de aproximação do Estado ao cidadão, cliente, utente, fazem com que a expansão da rede SIAC se deva basear em critérios que potenciem a cobertura geográfica e populacional.
É neste âmbito que surge a Política de Qualidade do SIAC, cujo sistema de gestão é mantido e melhorado de acordo com as cláusulas na Norma ISO 9001.
Estes compromissos enquadram a postura, a conduta ética e a própria acção do dia-a-dia e têm por objectivo assumirem-se como a imagem de marca do SIAC e a sua garantia de qualidade.

Edivaldo Cristóvão
11 de Setembro, 2017

Fonte: Jornal de Angola

Desde a conquista da paz em 2002, o Governo tem implementado em todo o país programas de formação profissional, dirigidos sobretudo a jovens para a sua integração no mercado de trabalho.

É por intermédio do Sistema Nacional de Formação Profissional, um mecanismo inserido no programa de modernização e desenvolvimento do país, que se procura estimular a criação de empregos e concretizar o sonho de muitas famílias.
O ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Pitra Neto, defende que esses projectos só podem ter continuidade e serem concretizados, se contarem com a adesão dos jovens aos diversos programas do Governo à disposição nos centros de formação existentes em várias localidades do país.
O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) conta actualmente com estruturas descentralizadas em 18 serviços provinciais, 31 Centros de Formação Profissional, 14 Centros Integrados de Emprego e Formação Profissional, 35 Centros Móveis, 61 pavilhões de Formação em Artes e Ofícios.
O INEFOP, além dos centros públicos, tem igualmente registadas 35 instituições de outros organismos e 459 centros privados. Desde 2013 até ao primeiro trimestre de 2017, a rede de centros de formação aumentou em 17 por cento, passando de 541 para 635. Este acréscimo foi possível, por via da construção de centros no âmbito das políticas públicas, no domínio da elevação das qualificações dos activos laborais, bem como a participação activa do sector privado, que durante este período cresceu em cerca de 24 por cento.
No período acima referido, foram inscritos um total de 376.346 formandos dos quais 259.107 do sexo masculino e 117.339 do sexo feminino, em 137 especialidades disponíveis. O nível de aproveitamento dos formandos foi de 82 por cento, enquanto a taxa de participação das mulheres nos cursos foi de 32 por cento.
No âmbito do programa Empreendedorismo na Comunidade, em Cabinda, recentemente, mais de 600 pessoas entre jovens e adultos foram beneficiados com micro créditos e kits de trabalho. Os contemplados tiveram a oportunidade de aprender uma profissão e depois foram instruídos como gerir o seu próprio negócio. O objectivo do programa é captar ideias e transformá-las em projectos para garantir a auto sustentabilidade. As áreas de formação que mais se destacaram são as de carpinteiro, serralheiro, agricultor, comerciante, gestor de pastelaria e culinária. Após o período de formação, através de um acordo firmado entre o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e o Banco Sol, os formandos são beneficiados com micro crédito, com um valor mínimo de mil dólares e o máximo vai até cinco mil, equivalentes em kwanzas. A taxa de juro é fixada em 1,75 por cento, mas o banco pode elevar essa quantia a valores mais altos, caso o investidor for bem-sucedido e demonstrar vontade de crescer.
O ministro Pitra Neto afirmou que estes programas do Governo vão continuar a ser materializados, e têm grande prioridade porque influenciam directa e positivamente a vida de muitas famílias, “é importante dizer o que se pretende fazer, sendo mais importante mostrar o que já foi feito”.
Pitra Neto referiu que os formandos têm diante de si o desafio de continuarem a desenvolver as suas actividades e demonstrar às famílias e vizinhos que o programa é viável e que contribui para a redução do desemprego.
Num país como Angola, que viveu um longo período de guerra civil, é importante que o Governo olhe para os pequenos, médios e grandes projectos, com objectividade e encontre soluções estáveis para a economia no seu conjunto, que proporcionem estímulos e oportunidades de investimento, que satisfaçam as necessidades básicas das pessoas e das empresas.
Segundo o ministro, uma região só se desenvolve com programas específicos que contemplem o aproveitamento racional das potencialidades existentes. O programa Empreendedorismo na Comunidade deve ser estendido a todos os municípios, para evitar que muitas famílias se desloquem para outras áreas em busca de melhores condições de vida.
A formação é necessária, mas só é útil se ela for aplicada ao trabalho. Os jovens formados por este programa passam a fazer parte do mercado formal da economia, podendo promover a criação do seu negócio e a pagar os impostos, que, entre outras coisas, contribuem para a construção e melhoramento das estradas, da iluminação pública e outros serviços. A governadora de Cabinda, Aldina da Lomba, também acompanhou o processo de entrega de micro créditos e enalteceu o programa de Empreendedorismo na Comunidade, por ser um veículo que tem melhorado as condições de vida de muitas famílias na província.
Para ela, apostar na juventude é apostar no futuro do país, por isso, o Governo de Cabinda estará sempre disponível para apoiar iniciativas do género.

Continuar acreditar


O programa Empreendedorismo na Comunidade tem mudado a vida de muitas famílias. O actual contexto do país aponta que o sector empresarial público e privado tem como papel fundamental e decisivo, a qualificação e valorização da mão-de-obra nacional. Os investimentos no sector da economia têm sustentado a geração de empregos com destaque para as áreas da Agricultura, Pescas, Construção Civil e Obras Públicas, Geologia e Minas, Transportes, Comunicações, Indústria e Turismo.
Luís Mambo de 54 anos é um dos exemplos de superação e de concretização deste programa.
Como empreendedor está ligado ao ramo da Agricultura, tendo como objectivo expandir o seu negócio, justificando deste modo a frequência do curso. Como agricultor revela que está satisfeito por receber micro crédito e um kit de trabalho das mãos do ministro Pitra Neto. Prometeu cumprir o acordo firmado com o banco Sol e agradece pela oportunidade que lhe foi dada. Maira Saraiva de 27 anos, revelou à nossa reportagem que “é preciso continuar a acreditar nos programas criados pelo Executivo”.
A jovem tem uma boutique de roupas interiores. Fez o curso no CLESE e considera que o mesmo funcionou como uma mola impulsionadora para a sua entrega ao mundo dos negócios. loja tem obtido lucros satisfatórios. A dimensão do espaço apenas permitiu a admissão de dois jovens empregados. Maira aconselha as pessoas a apostarem na formação profissional porque é o ponto de partida para a concretização de projectos que servem de sustento às famílias.
Centros Criados
Desde 1975, foram criados em todo o país 635 centros de formação profissional. A responsabilidade destas instituições era antes assumida pelo Ministério da Educação. Desde 1995, por orientação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, as competências passaram a ser atribuídas ao Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, com o objectivo de dar respostas à implementação das políticas activas de emprego e formação profissional. Criou vários instrumentos, programas e projectos de trabalho que têm produzido resultados satisfatórios.
Em relação aos cursos ministrados, houve um incremento nos números, relativamente à demanda no mercado de trabalho e à dinâmica da evolução tecnológica, que permitiu passar de 105 a 137 especialidades, revelando um aumento na ordem dos 30 por cento.
Os programas de formação estão subdivididos em brigadas. Foram criados para ajudar a combater a delinquência juvenil e impulsionar o empreendedorismo, que dá possibilidade aos jovens de criarem a suas próprias empresas e gerar emprego.
No âmbito do programa, o Executivo tem como objectivo conceber e executar políticas de emprego e de formação, acompanhar os planos globais e sectoriais, elaborando estudos e propostas para acompanhar o desenvolvimento do país.

Incubadora serve de ponte para a criação de empresas

Em Maio de 2007, o Executivo criou a primeira incubadora de empresas que deu lugar ao surgimento de seis pequenas e médias empresas, albergou 5.600 jovens e criou 147 postos de trabalho.
As incubadoras de empresas estão integradas dentro dos Centros Locais de Empreendedorismo e Serviços de Emprego (CLESE) e são instituições importantes por ajudarem os jovens com dificuldades a encontrar espaço para o início da sua actividade.
Na incubadora, os jovens dispõem de assessoria técnica, que os apoia na transformação dos projectos em negócios, como também na identificação dos potenciais clientes e fornecedores de bens e serviços.
A incubadora é um processo de maturação de negócios. Ajuda e dá impulso ao empreendedor para desenvolver melhor o seu projecto, com a disponibilidade de espaço e meios, bem como para a identificação de todos os pormenores necessários para dar arranque ao negócio. Muitos dos jovens que concluem a formação no CLESE prestam algum tipo de serviço na mesma instituição.
Os jovens interessados em entrar no CLESE têm de ser maiores de 18 anos e ter, pelo menos, concluído o ensino médio ou a universidade. Para quem não reúne estes requisitos, mas desenvolve algum negócio, o centro abre excepção. Depois do processo de formação no CLESE, dentro da incubadora, os jovens são orientados a alcançar certa independência financeira que lhes permita criar o seu próprio negócio, deixando definitivamente de fora a ideia de que a única solução para o primeiro emprego está na função pública ou em empresas já consolidadas.
O actual contexto económico do país obriga a que o maior financiador do Estado seja o cidadão, através de contribuições fiscais.
Para empreender, o jovem tem de ter espírito de sacrifício. Inicialmente, os cursos administrados no CLESE eram gratuitos e o nível de desistência era muito elevado, razão pela qual o acesso passou a ser comparticipado, no interesse de engajar financeiramente os jovens na sua formação. Os custos do investimento para a construção e montagem de um CLESE são elevados, daí a necessidade dos formandos pautarem pela conservação dos equipamentos.

Actividade dos centros
O Executivo deve assegurar aos formandos incentivos de ordem financeira e técnica, como créditos bonificados, empréstimos e apoios técnicos, para que os mesmos possam montar o seu próprio negócio. Tais resoluções não tiveram a aplicação desejada, devido ao grau de destruição em que o país se encontrava, a nível das infra-estruturas e do tecido empresarial, bem como as limitações do sector financeiro e bancário.
Com o cenário da guerra ultrapassado, o Executivo tem criado soluções para as pessoas que vivem nas aldeias, nos bairros suburbanos e nas áreas periféricas das grandes cidades, no sentido de terem meios próprios de ganhar a vida, através da produção de bens e serviços aí onde elas se encontram.
O público-alvo de acesso aos programas de financiamento em regime de micro crédito são jovens que frequentam ou provêm dos centros de formação profissional, institutos públicos ou privados, universidades, empreendedores das comunidades que desenvolvem actividades geradoras de rendimento (carpintarias, serralharias, cantinas, vendedores, engraxadores, discotecários, recauchutagens, pastelarias, agricultura, cabelereiro, oficinas de mecânica e alfaiatarias, entre outros).

Por : Edivaldo Cristovão

Fonte: Jornal de Angola

O Ministério da Administração Pública Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) pretende aproximar, cada vez mais, os serviços aos cidadãos, afirmou 18 de Agosto de 2017, sexta-feira, em Luanda, o titular do pelouro, Pitra Neto.

O governante teceu breves declarações à imprensa a margem da inauguração do edifício que vai albergar os serviços do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

“A nossa ideia é fazer com que haja proximidade dos serviços em relação aos utentes e clientes. É importante termos uma sede central, mas é também muito importante ter os serviços municipais e provinciais”, referiu o ministro.

O edifício, situado nas imediações do Porto de Luanda, foi construído num período de 36 meses, possui 18 pisos, totalizando 18 mil e 400 metros quadrados e infra-estrutura adequada para acolher, de forma racionalizada e concentrada, os serviços centrais do ministério, em cinco pisos, e do instituto, em outros cinco pisos.

O mesmo tem quatro auditórios para conferências, seminários, entre outras iniciativas formativas, e enquadra-se nos esforços do Executivo angolano para que as instituições públicas participam, de forma consistente e segura, na construção de um país moderno e desenvolvido em prol dos cidadãos, dos operadores económicos e autores sociais.

O referido edifício trará inovações nos serviços prestados pelo ministério e pelo instituto e proporcionará maior dignidade aos funcionários.

O Vice-presidente da República, Manuel Vicente, presenciou a cerimónia de inauguração do edifício, que foi abençoado pelo bispo auxiliar de Luanda, Anastácio Cahango.

Fonte: Angop

As instalações do Centro Integrado de Formação Tecnológica (Cinfotec), no Distrito Urbano do Rangel, em Luanda, foram inauguradas 18 Agosto de 2017, sexta-feira, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Após o corte da fita e o descerramento da placa do centro, o segundo da rede Cinfotec, na presença de membros do Executivo e convidados, com realce para o vice-presidente da República, Manuel Vicente, o Chefe de Estado percorreu as instalações e recebeu explicações sobre o seu funcionamento.

Sob a responsabilidade do Ministério da Administração Pública Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), as instalações ocupam uma área total de 26 mil e 640 metros quadrados.

Composto por quatro blocos, as instalações contam com uma zona administrativa, bloco de formação, oficinas, armazéns, edifício técnico, parque de estacionamento e outras áreas que contribuirão para um bom funcionamento da instituição.

O Cinfotec visa a formação profissional inicial e continua no segmento da alta tecnologia a particulares e também consultoria a empresas.

Esta instituição tem capacidade para 640 alunos, por cada turno, sendo que nesta altura, dos três previstos, apenas dois estarão em funcionamento, que serão suportados por 70 formadores nacionais.

Nesta primeira fase, estão disponíveis18 cursos, dos 88 projectados. Estas valências têm haver com áreas como informática na óptica do utilizador, manutenção e reparação de telemóveis, informática e hardware, higiene e segurança no trabalho, gestão da qualidade na indústria, atendimento ao cliente e marketing, controlo de veículos e frota, distribuição e operação logística, combate a incêndio, secretariado informatizado, mecânica automóvel, electricidade automóvel, soldadura, serralharia mecânica, electrónica digital, entre outros.

Criado com o objectivo de atender a comunidade, ela é igualmente virada à empresa, no sentido de capacitar os seus funcionários tendo em conta as necessidade do mercado.

Até ao momento, mais de 950 interessados fizeram já as suas inscrições na instituição, um processo que terá continuidade na próxima semana, para depois serem submetidos a testes em áreas como português, matemática, física e cultura geral.

A deslocação do Estadista é a primeira da jornada de campo que hoje efectua na capital do país.

Fonte: Angop

Bengo

O ministro da Administração Pública Trabalho e Segurança Social, António Pitra Neto, faz em Caxito província do Bengo, a entrega de Quiosques de engraxadores e Migro Créditos “ Amigo Sol”, à 124 jovens formandos, no âmbito do programa Cidadania, Emprego e Empreendedorismo na Comunidade. Para este programa foi concedido pelo Banco Sol a nível nacional um montante de 1 bilhão 450 milhões de Kwanzas, repartido o projecto sendo para homens o montante de 709 milhões, para mulheres foi já concedido o montante correspondente a 635 milhões de Kwanzas, a província do Bengo beneficiou 21 milhões 452 mil Kwanzas. Pitra Neto fez saber que a posse de recursos financeiros poderá não ser difícil, o mais difícil é termos condições para com recursos financeiros, utiliza-los bem em proveito próprios para as nossas famílias e comunidades.

Fonte: jaimagens

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